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| Mara Gabrilli realiza Seminário de Saúde e Reabilitação |
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| Seg, 09 de Agosto de 2010 21:41 |
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A mesa de abertura do seminário contou com a vereadora Mara Gabrilli, a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Linamara Batistella, o secretário de Estado da Educação Paulo Renato Souza, o presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, José Oliveira Justino e a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Gersonita Pereira de Souza. Mara destacou a atenção que vem sendo dada às pessoas com deficiência com os núcleos integrados de reabilitação e saúde auditiva, serviços do município de acordo com a Lei 14.671/08 de autoria da vereadora. A vereadora lembrou que o investimento na saúde da pessoa com deficiência é o primeiro passo para dar oportunidades para que estas pessoas exerçam seus direitos e deveres de forma plena. “Sem saúde ninguém pode exercer cidadania. Mesmo estando paralisada sou uma pessoa saúdavel, assim consigo trabalhar e ter uma vida plena. A proposta deste seminário é discutir este processo de inclusão, que deve começar pelo acesso a saúde”, disse Mara. A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Batistella, destacou os programas de saúde criados pela gestão de José Serra tanto na Prefeitura, quanto no Governo do Estado de São Paulo. Segundo ela, nunca se investiu tanto em programas de saúde voltados para as pessoas com deficiência. Como exemplos do trabalho realizado pelo governo paulista, Linamara destacou os programas de reabilitação auditiva, responsáveis pela realização de implantes cocleares pelo Sitema Único de Sáude, além da preocupação com a saúde da pessoa com deficiência intelectual, com a criação de um calendário de vacinação específico para pessoas com Síndrome de Down. A Secretária também citou o investimento de R$ 4 milhões destinados a criação de um Centro de Treinamento de Cão Guia. O trabalho da Rede Lucy Montoro também foi exaltado pela Secretária. O serviço que conta com a parceria de importantes instituições, como a Faculdade de Medicina da USP e o Hospital das Clínicas de São Paulo foi criado por meio do Governo do Estado de São Paulo, das Secretarias de Saúde e dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O objetivo é atender pessoas com deficiência física ou doenças potencialmente incapacitantes. A cidade de São Paulo já conta com o atendimento da Rede Lucy Montoro no Instituto de Medicina de Reabilitação (IMREA) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e no Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, localizado no Morumbi. A previsão é que o serviço realize 120 mil atendimentos ao mês até o final de 2010. “Esta é uma marca da gestão Serra, que priorizou o atendimento à pessoa com deficiência, respeitando as particularidades e necessidades de cada público. Tenho certeza de que com o apoio de pessoas como a Mara Gabrilli vamos conquistar outras vitórias”, afirmou Linamara.
Edilene Bezerra da Silva tem 34 anos, cadeirante há 16, acha que os serviços de saúde melhoraram consideravelmente nos últimos cinco anos. Segundo ela, um evento como esse é necessário para conscientizar as pessoas. “É muito bom saber das novidades na área da saúde, do que tem avançado para melhorar a vida de quem precisa. Nós precisamos entender mais sobre a nossa situação e novas formas de conviver com os diversos tipos de deficiência. Agora as pessoas estão dando mais atenção para a gente. Você vê que tem mais acessibilidade”, declarou. Segundo Ester Tarandach, integrante da Associação Para o Desenvolvimento, Educação e Recuperação do Excepecional (ADERE), as pessoas com deficiência precisam de desafios para superar as dificuldades impostas por sua condição física, sensorial ou intelectual. “É preciso inserir estas pessoas em atividades em grupo, como oficinas culturais e atividades esportivas. A convivência em grupo faz com que elas adquiram disciplina, comprometimento com as obrigações e com elas mesmas”, disse. Ester também destacou a importância dos cuidados que devem ser tomados quando pessoas com deficiência intelectual chegam a 3ª Idade. “ Estas pessoas passam por dificuldades no dia-a- dia para realizar tarefas cotidianas, como realizar a higiene pessoal, além disso elas têm maior tendência a obesidade, hipertensão, problemas de visão e audição, circulação periférica e doenças na próstata. É preciso comprender que elas precisam de uma atenção especial”, lembrou.
Em setembro de 2001, após movimento entre afetados e familiares de pacientes com distrofia muscular, foi promulgada a portaria 1531 pelo então Ministro José Serra. A medida prevê que todas as pessoas com distrofia muscular sejam cadastradas e recebam acompanhamento domiciliar quando necessitarem do BIPAP. “Infelizmente, apenas os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Ceará vêm cumprindo a portaria”, disse Ana Lúcia Langer."Muita gente vem a São Paulo obter o BIPAP." No caso do estado cearense, o cumprimento da portaria se dá pela luta de Fátima Braga, presidente-fundadora da Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal (ABRAME), ONG responsável pelo projeto “Quando a UTI é no Lar”, que presta atendimento domiciliar a doentes neuromusculares. A presença de Fátima na mesa foi muito sentida por Mara e os palestrantes. Ela, que tem um filho com amiotrofia espinhal, não pode comparer ao Seminário. Ana Lucia Langer também lembrou que até julho de 2008, antes da portaria 1531 ser substituída pela 1370, só os pacientes com distrofia podiam ter acessso ao aparelho de ventilação BIPAP. Hoje, todos os pacientes com doenças neuromusculares devem ter acesso ao recurso, no entanto a situação ainda é complicada. “Falta conhecimento sobre os recursos de ventilação não invasivos. É preciso divulgar a prática e criar centros de referência para a população que precisa do serviço”, disse. Para finalizar a mesa de discussão, o médico neurologista Acary Souza Bulle Oliveira, professor de Neurologia na Universidade Federal de São Paulo, membro titular e secretário-geral da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), emocionou os presentes ao discutir o tema com um olhar humano. “Não temos que discutir a cura de paralisias, temos que debater a busca por saúde, qualidade de vida. Tenho pacientes que se comunicam apenas pelo piscar dos olhos. Eles esbanjam felicidade. Para mim, isso é vida e vale a pena ser dicutido. Taí um bom tema: Como ampliar o tempo de vida de pessoas, que apesar das adversidades querem viver”, disse o médico. Acary, que também é fundador da Associação Brasileira de Esclerose Amiotrófica (ABRELA) é um dos poucos profissionais do Brasil reconhecidos na área, ele convive diariamente com afetados por doenças neurodegenerativas. Segundo ele, garantir a qualidade de vida destas pessoas requer um trabalho que vai além da atuação médica e inclui outras esferas de trabalho “Há outras áreas que devem trabalhar em conjunto com a medicina, como a jurídica, a política e a da própria mídia que tem o papel de informar”, disse. No final de sua palestra, Acary pediu para que todos prestassem uma salva de palmas para a vereadora Mara Gabrilli. Segundo o médico, a vereadora paulistana é a síntese da superação e da busca pelos direitos da pessoa com deficiência. “ Mara está mudando a reliadade de várias pessoas com deficiência da nossa cidade. Ela mudou o cenário de São Paulo e vai fazer isso no Brasil. Tenho certeza que ela vai fazer a diferença no nosso país”, finalizou o médico.
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Para discutir as doenças neurodegenerativas, a Diretora Clínica da Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM), Ana Láucia Langer, abordou os cuidados respiratórios em pacientes com doenças neuromusculares. Ela falou da importância do BIPAP, aparelho que tem capacidade de gerar um fluxo de ar para os pacientes, e o Cough Assist, um dispositivo de insuflação-exuflação mecânica que simula a tosse natural. Os aparelhos são utilizados por pessoas com doenças neuromusculares, responsáveis pela fraqueza muscular e comprometimento do sistema respiratório.