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| São Paulo ganha biblioteca para servir de modelo |
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| Ter, 09 de Fevereiro de 2010 18:23 |
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Menos carrancuda e com cara de ponto de encontro. É assim a Biblioteca de São Paulo, inaugurada ontem no parque da Juventude, na zona norte. O novo espaço – com acervo inicial de 30 mil títulos, 4 mil CDs e DVDs, mil audiolivros, mil álbuns de histórias em quadrinhos, 50 títulos de gibis, 100 jogos eletrônicos, além de jornais e revistas – tem uma organização mais próxima de uma livraria do que do ambiente austero associado às bibliotecas. Conceito que se reflete na forma de consulta, em que os livros estão ao alcance do leitor sem a necessidade de um atendente. As prateleiras estão divididas em setores organizados por faixa etária, com uma curiosa divisão para adultos com literatura e revistas eróticas. No lugar do bibliotecário que apenas encontra a publicação desejada entram orientadores que se comportam como “vendedores”, indicando outros títulos que combinem com o perfil do leitor. Outro diferencial é o horário de funcionamento,que contempla também o período noturno e os finais de semana. A Biblioteca fica aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e nos finais de semana e feriados, das 9h às 19h. “O conceito é ser uma biblioteca viva, que abra aos finais de semana. Normalmente se diz que as pessoas não leem, mas, muitas vezes, as portas estão fechadas”, explica a assessora de gabinete da Secretaria de Cultura e idealizadora do projeto, Adriana Cybele Ferrari. O horário se aplica a um dos principais objetivos, que é trazer o leitor para dentro da biblioteca. “A gente quer diminuir a ‘cultura de locadora de vídeos’, de pegar e ir embora. Queremos que as pessoas fiquem”, completa Adriana. Acessibilidade era uma das palavras mais ouvidas na biblioteca. Burburinho causado pelos equipamentos destinados a permitir o acesso de deficientes físicos e visuais ao acervo. São ampliadores de letras, obras em braile, audiolivros, além de aparelhos que escaneiam e fazem a leitura imediata de qualquer conteúdo impresso, que também é transformado imediatamente em sinais de braile nos chamados leitores autônomos.
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Inaugurada ontem no Parque da Juventude, na zona norte, o espaço conta com equipamentos destinados às pessoas com deficiência