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| Parabéns São Paulo pelos seus 456 anos |
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| Sex, 22 de Janeiro de 2010 13:56 |
Para que as pessoas com deficiência desfrutem plena e igualmente dos direitos humanos e participem da sociedade, a vereadora Mara Gabrilli decidiu alocar os R$ 2 milhões de suas emendas parlamentares para ações de melhoria de calçadas e acessibilidade em São Paulo. “É meu presente para a cidade para melhorar a qualidade de vida dos paulistanos”, afirma Mara.A maior riqueza de São Paulo não é deter o maior PIB do Brasil ou ser a maior cidade da América Latina, mas sim a imensa diversidade humana que habita essa metrópole multicultural e multifacetada. São Paulo é a cidade onde ninguém fica parado, porém quem tem uma deficiência ou mobilidade reduzida enfrenta uma verdadeira corrida de obstáculos todos os dias apenas para poder sair de casa. A primeira barreira que encontram são as calçadas. “São as calçadas que fazem a ligação física de uma pessoa a outra. É por meio delas que você pode chegar ao ponto de ônibus ou metrô, visitar seus amigos, passear com seu bebê no carrinho, ir ao trabalho, à escola ao parque. As calçadas estão envolvidas em qualquer tipo de deslocamento na cidade”, diz Mara Gabrilli. “Meu compromisso como parlamentar é com ações que favoreçam a mobilidade na cidade e que contribuam com a melhoria da qualidade de vida de toda a população, além de oferecer mais segurança e autonomia no cotidiano das pessoas com deficiência, dos idosos, das gestantes, e todos que precisam de mais recursos de acessibilidade ”, afirma Mara Gabrilli. Por isso, em dezembro, quando os vereadores paulistanos definiram o destino de suas emendas orçamentárias (são R$ 2 milhões para cada parlamentar oriundos do orçamento municipal), a vereadora Mara Gabrilli destinou R$ 1,5 milhão para que a Secretaria das Subprefeituras realize reforma de calçadas com recursos de acessibilidade e mais outros R$ 500 mil para que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida promova ações de acessibilidade e inclusão social, entre elas a realização do Programa Censo Inclusão (Lei 15.096 de 5 de janeiro de 2010) que prevê um levantamento detalhado das pessoas com deficiência na capital para que políticas públicas voltadas a este segmento sejam trabalhadas de maneira mais eficiente. “O acesso pode significar, para um cadeirante como eu, por exemplo, a diferença entre sair de casa ou não; entre ter uma vida digna como todo cidadão, ou o contrário”, diz Mara, que propôs aos outros 54 vereadores que colocassem suas emendas em calçadas. “Se isso acontecesse, poderiam ser reformados cerca de mil quilômetros de calçadas da cidade. Fiz esta sugestão porque favorece a toda a população”, completa a vereadora, lembrando que a cidade tem 30 mil quilômetros de passeios públicos. O texto enviado aos vereadores segue abaixo: Prezados colegas, Nossa cidade tem 60 milhões de metros quadrados de calçadas. E é neste não tão pequeno recorte urbano que se constrói boa parte da vida dos moradores de uma cidade. Afinal, é por ali que passamos quando vamos à padaria ou à farmácia, onde circulamos em diversas ocasiões, como para chegar ao trabalho, escola, creche ou a uma Unidade Básica de Saúde. A calçada representa muito da mobilidade urbana, representa um pouco da vida de todos os paulistanos. Por isso peço aos nobres colegas um olhar atento a esta questão. Melhorar a circulação em São Paulo é dar um passo ao futuro, resolver um dos principais problemas urbanos. Mas ainda representa mais: é servir de exemplo a todo País, mostrando o quanto podemos estar à frente na questão da mobilidade urbana e urbanização. É dar um exemplo de olhar cidadão. É mostrar competência em buscar soluções para este problema tão crítico enfrentado pela maior cidade da América Latina. Um metro quadrado de calçada recuperada – atendendo aos padrões determinados pela Prefeitura e que prevêem, também, a acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida – custa de sessenta a noventa reais, de acordo com o material usado. Desde o ano passado, por conta da Lei 14.675, de minha autoria, a Prefeitura deve refazer as calçadas dentro de rotas estratégicas e de segurança em toda a cidade. Esses circuitos compreendem os principais serviços oferecidos nos pequenos centros urbanos – como escolas, bancos, postos de saúde, pontos de embarque e desembarque de coletivos, entre outros. A emenda que cabe a cada vereador é de 2 milhões de reais. Com este valor, cada um dos legisladores paulistanos poderia reformar 33.333 metros quadrados de calçada. Sendo 55 vereadores, a monta de calçadas recuperadas - se todos fizéssemos uma ação única, em destaque e sinérgica - seria de 1.833.333,33 (um milhão, oitocentos e trinta e três mil, trezentos e trinta e três reais e trinta e três) metros quadrados de calçadas. Um avanço considerável, mas para entender o tamanho da transformação a ser empenhada, seria preciso esse esforço conjunto de todos os vereadores para conseguirmos transformar a cidade, mudar a cara de São Paulo.E o que eu venho pedir é exatamente isso. Uma proposta de aplicação conjunta das emendas ao orçamento à melhoria das calçadas de São Paulo. E proponho isso porque sei que esse esforço conjunto pode trazer inúmeros benefícios a todos. Em primeiro lugar, ao cidadão – a quem trabalhamos 365 dias ao ano; em segundo, ao próprio trabalho legislativo – com a divulgação desta proposta, investimos na melhora da imagem deste parlamento; em terceiro, cada vereador pode trazer benefícios a sua área de atuação, porque melhorar a calçada é melhorar a estrutura urbana de toda a cidade, principalmente na sua região. Insisto nesta solicitação porque seria uma ação inédita de um parlamento brasileiro. Melhorando as calçadas, ajudamos a reduzir o trânsito, complementamos a saúde, facilitamos a educação, enfim, criamos uma consciência cidadã e damos exemplo de respeito à diversidade humana – garantindo o direito de ir e vir de todos os 11 milhões de paulistanos que respiram São Paulo e que tem por esta cidade uma relação de amor. Gostaria de uma posição dos senhores quanto a esta proposta. E apreciaria muito que fosse positiva. Um beijo, Mara Gabrilli |



Para que as pessoas com deficiência desfrutem plena e igualmente dos direitos humanos e participem da sociedade, a vereadora Mara Gabrilli decidiu alocar os R$ 2 milhões de suas emendas parlamentares para ações de melhoria de calçadas e acessibilidade em São Paulo. “É meu presente para a cidade para melhorar a qualidade de vida dos paulistanos”, afirma Mara.
Por isso, em dezembro, quando os vereadores paulistanos definiram o destino de suas emendas orçamentárias (são R$ 2 milhões para cada parlamentar oriundos do orçamento municipal), a vereadora Mara Gabrilli destinou R$ 1,5 milhão para que a Secretaria das Subprefeituras realize reforma de calçadas com recursos de acessibilidade e mais outros R$ 500 mil para que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida promova ações de acessibilidade e inclusão social, entre elas a realização do Programa Censo Inclusão (Lei 15.096 de 5 de janeiro de 2010) que prevê um levantamento detalhado das pessoas com deficiência na capital para que políticas públicas voltadas a este segmento sejam trabalhadas de maneira mais eficiente.
“O acesso pode significar, para um cadeirante como eu, por exemplo, a diferença entre sair de casa ou não; entre ter uma vida digna como todo cidadão, ou o contrário”, diz Mara, que propôs aos outros 54 vereadores que colocassem suas emendas em calçadas. “Se isso acontecesse, poderiam ser reformados cerca de mil quilômetros de calçadas da cidade. Fiz esta sugestão porque favorece a toda a população”, completa a vereadora, lembrando que a cidade tem 30 mil quilômetros de passeios públicos.
A emenda que cabe a cada vereador é de 2 milhões de reais. Com este valor, cada um dos legisladores paulistanos poderia reformar 33.333 metros quadrados de calçada. Sendo 55 vereadores, a monta de calçadas recuperadas - se todos fizéssemos uma ação única, em destaque e sinérgica - seria de 1.833.333,33 (um milhão, oitocentos e trinta e três mil, trezentos e trinta e três reais e trinta e três) metros quadrados de calçadas. Um avanço considerável, mas para entender o tamanho da transformação a ser empenhada, seria preciso esse esforço conjunto de todos os vereadores para conseguirmos transformar a cidade, mudar a cara de São Paulo.