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 Mara Gabrilli, 43 anos, é publicitária, psicóloga, ex-secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo ex- vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e Deputada Federal pelo PSDB. Empreendedora social, fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apóia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas.
Foi a mulher mais votada do Brasil nas Eleições 2008 com 79.912 votoois. Foi a segunda mulher mais votada em São Paulo, com 160.138 votos.
No dia 20 de agosto de 2008, foi avaliada como a segunda melhor vereadora paulistana, entre os 55 vereadores, por estudo da ONG Voto Consciente, com nota média de 7,9. No quesito Coerência, que avalia cumprimento durante a legislatura das propostas feitas durante a campanha, teve a maior nota: 9,53.
Mara Gabrilli escreve uma coluna mensal para a revista TPM há oito anos, cujas 50 melhores crônicas foram reunidas no livro Íntima Desordem – os melhores textos na TPM (editoras Arx e Versar). Além da TPM, mantém outras colunsa em veículos, como na revista Sentidos (editora Escala), no Portal Vida Mais Livre e Portal Nextel, Mara ainda foi consultora do livro Vai encarar? - A nação (quase) invisível das pessoas com deficiência (editora Melhoramentos), de Claudia Matarazzo, e colaborou com o capítulo: “Educação para Todos: uma questão de direitos humanos” no livro Educação 2010 – as mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores (Humana Editorial).
Comanda e produz, desde abril de 2007, o programno a de rádio Derrubando Barreiras: acesso para todos na Eldorado AM e lançou em janeiro de 2010 o Momento Terceiro Setor na rádio Trianon AM.
Em reconhecimento a sua atuação, foi eleita Paulistana do Ano (2007) pela revista Veja São Paulo, figura entre os Cem Brasileiros Mais Influentes (2008) das revistas Isto É e Época, e foi finalista do Prêmio Claudia 2008 na categoria Políticas Públicas.
TRAJETÓRIA Há 15 anos, Mara Gabrilli sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Passou cinco meses internada – dentre os quais dois em respirador artificial – e recebeu uma nova condição para a vida: a impossibilidade de se mexer do pescoço para baixo.
Em 1997, fundou a ONG Projeto Próximo Passo com o objetivo de promover a acessibilidade e o desenho universal, pesquisas para cura de paralisias e projetos de inclusão social para atletas com deficiência. Em 2007, a ONG se expandiu e transformou-se no Instituto Mara Gabrilli, que tem a PPP como um de seus braços apoiando 85 atletas - três foram às Paraolimpíadas de Pequim. Em outubro de 2008, o IMG trouxe uma cientista indiana para trocar experiência com a pesquisadora da USP Lygia Pereira, o que resultou na primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias, a BR-1. Conheça mais a ONG: www.img.org.br
Mara Gabrilli foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) criada em abril de 2005. Desenvolveu dezenas de projetos em diversas áreas: infra-estrutura urbana, educação, saúde, transporte, cultura, lazer, emprego, entre outros.
Isso resultou no aumento de 300 para cerca de 3 mil do número de ônibus acessíveis com bancos largos para obesos e piso baixo; na reforma de 400 quilômetros de calçadas adaptadas, inclusive na Avenida Paulista, que com rampas, piso podo-tátil e semáforos sonoros, se tornou modelo de acessibilidade na América Latina; na criação de 39 núcleos municipais de reabilitação física e saúde auditiva; no emprego de mais de mil trabalhadores com algum tipo de deficiência; nas versões em braile ou áudio de todos os livros das Bibliotecas Municipais (Ler pra Crer); na ida de 14.000 pessoas com deficiência ao cinema, teatro e exposições; entre outros que só vêm crescendo em números nas gestões que a sucederam.
Em atuação na Câmara Municipal de São Paulo desde fevereiro de 2007, protocolou 43 Projetos de Lei que trarão mudanças na cidade para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas que, no fim das contas, beneficiarão a toda população.
Quatro foram aprovados e são Leis Municipais: a que cria a Central de Intérpretes de Libras e Guias-Intérpretes para Surdocegos (Lei 14.441/2007); a que torna Lei o Programa Municipal de Reabilitação da Pessoa com Deficiência Física e Auditiva, determinando a implantação de novos serviços de reabilitação nas 31 subprefeituras da capital (Lei 14.671/2008); o Plano Emergencial de Calçadas (PEC), que permite que a Prefeitura reforme e revitalize as calçadas em vias estratégicas onde estão localizados os diversos equipamentos públicos e privados essenciais à população – correios, escolas, hospitais, etc (Lei 14.675/2008)-; e a que cria o Programa Censo Inclusão, que prevê um levantamento detalhado com perfil sócio-econômico dos cerca de 1,5 milhão de pessoas com deficiência na capital paulistana (Lei 15.096/2010).
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