Vai Encarar? A Nação (quase) invisível de pessoas com deficiência PDF Imprimir E-mail
Seg, 29 de Junho de 2009 19:11

Imagem da capa do livro Depois do sucesso do lançamento do livro Vai Encarar? em São Paulo e Brasília, agora a autora Claudia Matarazzo e a consultora Mara Gabrilli, farão o lançamento em Santos, dia 1 de julho, às 19h. A obra tem versão em audiolivro.
Lançado em 2 de junho, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, e em 24 de junho, na Biblioteca do Senado, em Brasíli, agora é a vez de Santos, no litoral paulista, que receberá o lançamento do mais novo livro da jornalista e consultora de etiqueta Claudia Matarazzo, “Vai Encarar? – A Nação (quase) invisível de pessoas com deficiência”, que teve consultoria da vereadora Mara Gabrilli. O evento acontecerá no piso térreo do Shopping Parque Balneário, a partir das 19hs.

Em São Paulo, o evento reuniu mais de 600 pessoas, entre elas o Governador José Serra, o prefeito Gilberto Kassab, o Presidente da Câmara Municipal Antonio Carlos Rodrigues, o Secretário das Subprefeituras Andrea Matarazzo, e também artistas como Nicette Bruno e Dudu Braga, entre outros.

O livro aborda temas simples, mas que podem fazer toda a diferença para o cotidiano das pessoas com deficiência. Pouco se sabe sobre este público. Quem são estas pessoas? Como gostam de ser tratadas? Quais são suas dificuldades e desejos?  Por meio de dicas práticas, a autora ensina como receber um amigo ou um profissional com deficiência em sua casa ou empresa, a fazer suaves adaptações do ambiente, as novas tecnologias disponíveis, namoro e vida sexual, entre outras, se mesclam com importantes informações sobre o papel do Estado na inclusão social e dados que revelam o cenário brasileiro frente a essa questão.

É com esta proposta que chega às livrarias de todo País o livro “Vai Encarar? – A Nação (quase) invisível de pessoas com deficiência”, pela editora Melhoramentos. “As pessoas com deficiência realmente são diferentes em alguns aspectos e, se por um lado estão acostumadas a uma série de dificuldades e conseguem superar contratempos e situações incríveis, há apenas uma coisa que nenhuma delas administra facilmente e do que todas, sem exceção se queixaram: elas preferem os obstáculos físicos e concretos do que a polida barreira da indiferença usada para ‘não invadir’ ou ‘ofender’ - e que acaba revestindo-as com uma dolorosa capa de invisibilidade”, afirma Claudia Matarazzo.

Para a consultora do livro Mara Gabrilli “faltava uma publicação assim no mercado, que abordasse a questão da deficiência de maneira sensível e ao mesmo tempo prática, facilitando a aproximação e conseqüentemente a naturalidade ao lidar com essas questões”, explica. O livro traz ainda perfis e histórias de pessoas com deficiência, entre eles Helio e Kenia, um casal de anões que moradores do Campo Belo, Daniel Monteiro, cego e usuário de cão-guia, Gustavo Pimenta, paralisado cerebral, presidente de uma ONG que incentiva a educação, entre outros.

Audiolivro – encartado no livro há um audiolivro com narração da própria autora.

Sobre a autora:
Jornalista, formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, Claudia Matarazzo recebeu o Prêmio Abril de jornalismo. Apresentou programas de rádio e televisão, onde ainda costuma atuar como comentarista, atualmente escreve para a AT Revista da Tribuna de Santos e para a Gazeta Mercantil em São Paulo e é colunista de diversos outros veículos.
Após o sucesso de seus livros sobre moda e comportamento, a paulistana Claudia Matarazzo percorre todo o país ministrando palestras sobre etiqueta social e empresarial.

Sobre a consultora:
Mara Gabrilli, 41 anos, é publicitária, psicóloga, foi a 1ª Secretária municipal da Pessoa com Deficiência e vereadora pelo PSDB na Câmara Municipal de São Paulo. Empreendedora social, preside o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apóia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas desde 1997. Foi avaliada como a segunda melhor vereadora paulistana, entre os 55 vereadores, por estudo da ONG Voto. Foi a mulher mais votada do Brasil nas Eleições 2008 com 79.912 votos.
Gabrilli assina coluna mensal para a revista TPM e comanda o programa de rádio Derrubando Barreiras: acesso para todos na Eldorado AM.
Foi eleita Paulistana do Ano (2007) pela revista Veja São Paulo, entre outros títulos recebidos

SERVIÇO:
Lançamento do livro
“Vai encarar? – A Nação (quase) invisível de pessoas com deficiência”
Autora: Claudia Matarazzo, com consultoria de Mara Gabrilli
Quando: 1 de julho
Onde: Shopping Parque Balneário, piso Térreo - Av. Ana Costa, 549 - Gonzaga - Santos
- SP
216 páginas; Preço: R$ 29,00; Editora Melhoramentos, 2009. Nova ortografia conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa


NOTÍCIAS PUBLICADAS NA IMPRENSA


Pela Acessibilidade
Texto publicado na Gazeta Mercantil em 25/05/09 escrito por Cesar Giobbi


Muito pouca gente sabe por quantas vicissitudes passa uma pessoa com deficiência, seja ela qual for, na sociedade brasileira. Mesmo numa cidade e Estado como São Paulo, que hoje têm pastas específicas para o assunto, ambas inauguradas pelo antes prefeito e agora governador José Serra. Imaginem no restante do País. Eu sei do que falo, por ter uma irmã tetraplégica, cuja cadeira não passa em muitas calçadas paulistanas, que às vezes são muito estreitas, com postes e lixeiras roubando o pouco espaço, que fica insuficiente para a passagem da cadeira de rodas. Moral da história: a cadeira vai pelo meio da rua, fazendo paciente e enfermeira correrem risco de atropelamento. Isso em bairro mais do que nobre. E esse é apenas um pequeno exemplo.

A primeira secretária de Serra, na Prefeitura, foi Mara Gabrilli, também tetraplégica, hoje vereadora muito votada, e que foi consultora de um livro sobre o tema, que Claudia Matarazzo lança na semana que vem. Mara fez muito pela conscientização da sociedade para os problemas de acessibilidade. E é autora de leis que obrigam espaços públicos a terem acesso e banheiros preparados para atenderem a essa parcela da população A reforma das calçadas da Avenida Paulista foi feita sob sua supervisão, para que atendesse a todos os tipos de deficiência. Só faltou o apito para que os cegos saibam quando o semáforo abriu para eles.

Pois é, os problemas são infindos. Não só de acessibilidade, de inclusão no mercado de trabalho, mas comportamentais. No livro, Claudia dá inúmeros exemplos. Como o da moça em cadeira de rodas, na calçada, que se surpreendeu ao ver uma senhora jogar moedas em seu colo. Acontece que a moça estava ali, muito chique e resolvida, esperando o namorado para um encontro. E nem teve tempo de explicar que não estava mendigando.

Claudia, com inúmeros livros publicados sobre moda, protocolo e comportamento, hoje uma palestrante muito convidada para falar sobre etiqueta corporativa e social, com o apoio de Mara, escreveu Vai Encarar? A Nação (quase) Invisível de Pessoas com Deficiência, que será lançado no dia 2 de junho na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

A obra é mais do que oportuna. Os números apresentados assustam. São mais de 30 milhões de brasileiros com alguma deficiência, segundo dados do censo de 2000, representando 14,5% da população do País. Ou seja, uma a cada oito pessoas. Destas, 48% são deficientes visuais, 27% são deficientes físicos ou com mobilidade reduzida, 16% têm algum tipo de deficiência mental e 8% são deficientes auditivos. Pensando nestes, a obra vem acompanhada de um áudio-livro. De qualquer maneira, é gente demais para continuar a não ser levada em consideração seja pela comunidade, seja pelo Estado.

A autora dividiu o livro em vários capítulos, nos quais vai apresentando as dificuldades encontradas por cada tipo de pessoa com deficiência, e sugerindo não só soluções, mas comportamentos. Por exemplo, dá dicas práticas de como receber um amigo ou um profissional com deficiência em sua casa ou empresa, sugere suaves adaptações no ambiente, fala das novas tecnologias disponíveis. Não esquece o namoro e a vida sexual. E informa o que o Estado tem realizado ou ainda tem a realizar com relação a esta questão social.

Aplausos, portanto, a Claudia Matarazzo e Mara Gabrilli, que compuseram uma obra, não para os deficientes, mas para todos os brasileiros. Porque é preciso que se tenha sempre em mente que é obrigatório lembrar de todos, quando se pensa o presente e o futuro das ruas, bairros, cidades, países, mundo. Esta imensa parte da população não pode continuar excluída.

 

 

Veja São Paulo - edição 2115 - 3 de junho de 2009
Atitude adaptada
Com dicas que vão de comportamento a moda, livro ensina maneiras de inserir deficientes na sociedade
http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2115/atitude-adaptada-473651.html


O ESTADO DE S.PAULO
Repórter: Sonia Racy
Página: D2
Assunto: Direto da Fonte: “ Não enxergamos essas pessoas”


A parceria entre Claudia Matarazzo e Mara Gabrilli resultou no livro Vai Encarar - A Nação (Quase) Invisível de Pessoas com Deficiência, que será lançado terça-feira na Livraria Cultura. Em tom descontraído, as duas falaram à coluna sobre o trabalho, um olhar da sociedade civil para esse universo que, segundo o IBGE, chega a 30 milhões de brasileiros.

Qual o propósito do livro?
Cláudia: A proposta foi da Mara. A ideia inicial era fazer um manual sobre como lidar com as pessoas com deficiência. À medida em que fui pesquisando, descobri como é importante que as pessoas enxerguem a diversidade dessa adversidade da mesma maneira que eu.

Por que, no título do livro, a “nação quase invisível”?
C: Porque não enxergamos essas pessoas.

O Estado brasileiro trata mal os deficientes?
Mara: Está aprendendo como tratar. Depois da exclusão, que é histórica, tivemos o assistencialismo. Vivemos em um país muito compensatório: como o Estado não dá, então compensa. mas há uma grande mudança: o Estado começa a ter um olhar tanto da igualdade quanto da diferença.

C: Mesmo na questão da nomenclatura se vê a mudança. Você tem na lei termos como inválidos, defeituosos. Depois veio o politicamente correto, “pessoas excepcionais” - também não é exatamente isso. A Mara me explicou o que é pessoa com deficiência.

As pessoas são tratadas de modo muito diferente?
M: Eu percebo um constrangimento. As pessoas me estendem a mão e, quando eu conto que não mexo os braços, às vezes sentem um mal-estar. Eu brinco, dizendo que só dou beijinho...

Mara, o que você fez quando sofreu o acidente, para não sucumbir?
M: Eu nunca senti depressão. Passei muito tempo entre a vida e a morte. E quando saí do respirador já me sentia vitoriosa.

Como é o lazer das pessoas com deficiência?
M: É difícil não existir, hoje, um cinema que não seja acessível, embora não sejam perfeitos. Avançamos muito, mas há muito a se fazer. Por exemplo, a adaptação do desenho universal. Não é porque é adaptado que tem que ser feio.

E a moda? Quais são as adaptações nas roupas, por exemplo?
C: Conversei com as pessoas mostrando que é um mercado enorme. Já há projetos em andamento.

M: Eu por exemplo, não uso calça porque me dá trabalho. O blazer, às vezes, dá tanto trabalho colocar e tirar, se tivesse um zíper atrás facilitaria. Ou uma calcinha que abrisse pelos lados. São adaptações que fazem a diferença.

E como está a questão da educação para as pessoas com deficiência?
M: De 400 mil que estão no ensino médio, só 1.800 chegam à faculdade. Não são todas as escolas que têm acessibilidade.

A lei de cotas para deficientes é necessária?
M: Sim. Porque poucos entram no ensino superior. A cota obriga a dar oportunidade a essas pessoas.


FOLHA DE S.PAULO
Repórter: Da Reportagem Local
Página: C17
Assunto: Livro dá dicas sobre melhor maneira de receber deficientes


Como preparar melhor a casa para a visita de um cego? Como falar com um surdo sem dificultar a leitura labial? É preciso orientar as crianças antes de recepcionar um paraplégico? Autora de 11 livros de etiqueta e comportamento, a consultora Claudia Matarazzo lança em junho "Vai Encarar? - O Mundo (Quase) Invisível de Pessoas com Deficiência", pela editora Melhoramentos, com dicas para algumas das situações descritas acima. Os textos têm como base entrevistas com cadeirantes, surdos, anões, cegos e pessoas com outros tipos de restrições. Alguns deles ganharam perfis na obra, nos quais contam suas histórias. Seus relatos e opiniões contribuem também para capítulos que falam de tópicos como sexo e moda.

A principal consultora é a vereadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que tem sua participação creditada na capa da obra. Tetraplégica após um acidente de carro, ela diz que é preciso quebrar o gelo na convivência. "Todos os dias, muitas pessoas esticam a mão para me cumprimentar, sem saber que não mexo os braços. A pessoa fica constrangida achando que deu uma gafe enorme, mas para mim não é problema nenhum. Prefiro que não fiquem com medo de se aproximar", diz ela.

"Barreira antecipada"
Para a autora, preparar a casa para receber quem tem deficiência não significa "fazer um cavalo de batalha", mas ser atencioso e gentil, como para qualquer outro convidado. Uma das dicas é não sufocar a curiosidade natural das crianças, proibindo que elas interajam com o convidado. "O menor dos problemas de uma pessoa com deficiência é responder às eventuais perguntas de uma criança [...]. Deixe que conversem e, depois, se perceber que o pequeno está sendo inconveniente, intervenha. Mas nunca antes, criando uma barreira antecipada", diz um dos capítulos. A publicação é acompanhada por audiolivro para deficientes visuais, narrado pela autora.